Cambiar- Os Castelos de Budapeste




Cambiar é inevitável. 
Crescer é se perder para sempre. Erros farão parte, assim como ressentimentos.
Mas lembrar que somos humanos faz que a gente perdoe.
Perdoar além de divino é um ato de coragem que nos liberta do nosso passado a fim de desenhar novas perspectivas de futuro.

Cambiar




 O tempo passeou entre nós cono areia deslizando dentro de uma ampulheta. Mudanças sutis. Ressentimentos gigantes. Lembranças memoráveis. No meu caminho sempre haverá um pouco de você.  Da nossa infância na casa da vó onde o tempo não existia.  Saudade do nosso reino de maravilhas.

  Você viajou pelo mundo, Se encantou por Budapeste. Completou o nosso sonho de conhecer as pirâmides do Egito. Se tornou livre, independente e totalmente fantástica. Sinto que a sua alma é pequena demais para essa mentes quadradas das quais temos que conviver. Enquanto você viajava, continuava aqui conhecendo o universo através dos livros. Me dediquei em entender o que se passa dentro das mentes. Sentimentos.  Aprender a escutar a fim de tentar fazer sentido na vida das pessoas, com isso pensei em estar fazendo sentido com a minha.

  Nos tornamos tão diferentes daquelas duas garotinhas que andavam seminuas tomando banho de mangueira no pátio dos nossos avós. As vezes fico me perguntando quando a gente perde a inocência? Quando é que a gente percebe que a vida é dura e cruel? Mesmo assim ouço a sua voz me dizendo que as coisas encontram um jeito, um caminho e uma solução. Por mais que tudo mude há coisas que permanecem intactas. Como se fossem infinitas. Memoráveis. A nossa amizade é uma delas.

  Sei que andei te desapontando. Sinto muito que quebrei a sua confiança no momento em que você mais precisou. Ouvi pessoas que não tinham voz nenhuma para julgar. Me deixei influenciar por  cabeças por vazias. De repente parece que ouço a sua risada. Depois de alguns instantes de silêncio. Talvez anos.  O tempo passa tão depressa quando somos adultos que parece  que foi ontem. Que a gente se afastou. Palavras duras cresceram como erva daninha.  

  Inevitável são as mudanças. Estrondosos são os estragos de um mau entendido. Surpreendente o impacto do perdão. Hoje sou uma mistura de lunática que ainda acredita que pode mudar o mundo com palavras.  Você é uma arquiteta de sonhos capaz de restaurar o passado, eternizar os nosso ancestrais para que a gente nunca esqueça de onde viemos.  De meninas travessas, desajeitadas na adolescência, nos tornamos mulheres. Diferentes em vários aspectos, mas continuamos iguais em essência. Somos movidas pelos mesmos ideias ,isso faz me sentir em casa.

  O seu perdão me libertou. Sinto que agora podemos andar juntas novamente. Vamos continuar a mudar. Inevitável os nossos destinos vão continuar embaralhando os nosso planos. Nem sempre será fácil,.  Crescer é se perder para sempre. Da mesma forma que é libertador saber que somos apenas humanos. Assim os erros se tornam menos tortuosos. Quero que saiba que por mais assustador que seja o processo de crescer e ser alguém, estarei ao seu lado. Não importa se estou aqui pelos Pampas e você pelo mundo,  juntas sempre estaremos em casa. Quero que saiba que você me torna uma pessoa melhor.

  A gente mudou.  As estações passaram. Hoje somos adultas. Malucas. Insanas. Nem sempre corretas.  Nem sempre nas nossas melhores versões. Mas temos  a sorte de termos o espirito  livre, a mente aberta e o coração tranquilo. O seu perdão me libertou dos grilhões do meu passado a fim de reconstruir o que temos de mais precioso a nossa amizade.

Encontro do Criador com a Criatura Meu encontro com Humberto Gessinger

Encontro do Criador com a CriaturaMeu encontro com Humberto Gessinger



  Eram meados dos anos 2000.  A internet era discada. Os telefones celulares raros e pesados.  Para não falar da música. Ela vinha em pequenos círculos metálicos, chamados CDs. Os tempos eram outros, mas curtia-se a liberdade de não estar conectado. Sem precisar a todo instante atualizar redes sociais, checar e-mails e outras “prioridades”. Estranho que a tecnologia veio para facilitar, mas muitas vezes nos torna escravos.

  Como era ser adolescente nos anos 2000? Tinha minha própria de círculos metálicos. Separados por álbuns, gêneros e gostos. Músicas que formavam minha identidade. Cantores que expressavam o que sentia. Dava colorido ao meu mundo interno. E foi assim no auge dos meus quatorze anos, exprimia uma paixão pelo rock brasileiro. Estava em uma época que adorava  Os Paralamas do Sucesso, comprei um coletânea dos  seus maiores sucessos. A minha surpresa ao chegar em casa dentro da sacola plástica estava  algo desconhecido. A obra de uma band que  para mim  era totalmente estrangeira chamada Engenheiros do Hawai. Fiquei frustrada, desapontada e realmente irritada com tal contratempo.

   Deixo o desconhecido ali encima da estante.  Olhando-me ali estranho e ao mesmo tempo convidativo. Sem coragem de por as músicas para tocar e nem ao menos me inteirar das  letras. Foram meses de estranhamento até que a curiosidade brotasse.  Aos poucos fui me apropriando daquelas canções. Versos em forma de poesia. Falam sobre a minha cidade Porto Alegre, trazem também a cultura do Rio Grande do Sul.  Abordam o Brasil,  a politica, as  crises. Mas vai mais além, fala do ser humano. Das nossas humanidades. Desuminidades. Sobre crescer. Se tornar alguém. Identifiquei-me com as letras do Humberto, senti que finalmente havia encontrado de fato alguém que me representava. Numa época tão confusa que é adolescência pudesse me distanciar do bullying sofrido pela sociedade por sempre me sentir um peixe fora da aquária. Por sempre querer discutir assuntos quem eram vistos como profundos demais para alguém que recém estava crescendo. Nesta época já escrevia sobre a corrupção que assola, o medo de paralisa e a total falta de bom sendo das pessoas.

  Encontrei ali um porto seguro. Uma inspiração para escrever. Me tornar uma pessoa melhor. Depois de tantos anos, pude conhecer o meu ídolo de perto. O encontro do criador e da criatura.  Bebi as palavras proferidas por ele em sua palestra. Ter a oportunidade de conhecer ele ao vivo foi um dos melhores momentos da minha existência. Uma das raras vezes em que a gente se sente pleno. Como se  encontrasse alguém com o qual pudesse finalmente ser eu mesma. Despida de vaidades. Rótulos.  Máscaras. Já que hoje em dia é tão raro alguém que fale sobre liberdade, inspiração, mudar o mundo a partir da gente mesmo. Valores tão abatidos em uma sociedade abarrotada de informações, mas pobre em fazer de fato.

  Para finalizar fazendo uma analogia com as dez músicas preferidas do Humberto:

  
  Sempre irei surfar entre karmas e DNAs.  Eterna Dom Quixote que acredita ainda em mudar o mundo. Que amar seja sempre sem medidas. E que seja por amor as batalhas perdidas. Prefiro andar só, vestida de mim mesma do que usar a cabeça dos outros como degrau para chegar aonde preciso.  Ainda acredito que ninguém = ninguém apesar de ainda sermos tão desiguais. Sempre estarei em busca de uma perfeita simetria, às vezes enlouquecedora a fim de sempre me tornar uma carpinteira do meu próprio universo.  Um pouco princesa parabólica.  De vez em quando esbarrar na minha própria timidez tendo como pano de fundo um piano bar.  Mas saber que toda a forma de poder é uma forma de morrer por nada.  E que depois de nós o mundo ainda continuará de uma forma ou de outra por isso é preciso valorizar os ancestrais e também semear uma posteridade.  Travarei a minha batalha pessoal e às vezes inglória pela Revolta dos Dândis, me nego a ser apenas mais uma na multidão. Ainda vejo diferença entre poder e corrupção. Enquanto enxergar diferenças, não me contentarei.  


Séries que Estão Fazendo a Minha Cabeça



Séries que Estão Fazendo a Minha Cabeça


Há 4 séries que estão fazendo a minha cabeça e gostaria de dividir com vocês. Vem me contar quais séries estão fazendo a sua cabeça também!

Sex in The City

  Terminou um namoro? Está procurando o príncipe encantando?  Perdeu o juízo ou o sapatinho de cristal? Ligou o foda se?  Perdeu as esperanças?  Seja o dilema amoroso que for. A crise pela qual você estiver passado.  Vale muito a pena assistir Sex in The City, apesar de ser uma série que já passou  há um  tempinho, Seus ensinamentos são valiosos, suas protagonistas fantásticas e enredos incríveis Para rir, chorar, se identificar está série é um item necessário de sobrevivência. Depois dela me sentir mais preparada para primeiros encontros, levei "foras" sem surtar e passei por diversas situações no campos dos relacionamentos de forma mais leve. Os filmes que acompanham a série também são bons e valem a pena. Mas o que realmente importa é adotar Carie, Samantha, Charlote e Miranda para serem suas divãs inspiradoras.

Os Homens São de Marte é Para Lá que eu Vou

   Adoro cinema brasileiro e de uns tempos para estou adorando as séries brasileiras. Esta passa em um canal  da TV paga chamado GNT.  Lá você acompanha as aventuras e desventuras da protagonista Fernanda.  Os amores e desamores, os encontros e desencontros, as crises existenciais são experienciadas por esta mulher de 40 e poucos anos divertida atrapalhada e totalmente hinaiana. Levando a tira colo seus amigos, sua família e uma filha que é um doce. Vale a pena dar uma chance para nossas tramas nacionais a fim de surpreender.

Grace e Frankie

  Junte Jane Fonda e Lilly Tomlin em uma série, o resultado só pode ser um sucesso,   Grace e Frankie é uma série original do Netflix que está em sua terceira temporada. Além de render altas risadas, faz a gente repensar um bocado sobre o sentido da vida. Afinal é incomum termos uma série protagonizada por duas grandes atrizes que estão vivenciando a terceira idade acompanhada de dois coadjuvantes que também estão passando por esta fase. Mas muito mais do que falar dos dilemas desta etapa da vida, fala a respeito do amor, das diferenças, das diferentes formas de amar. Afinal a vida é uma caixinha de surpresa e quando estas duas rivais Grace e Frankie se veem surpreendidas pela e pelos seus maridos. Eles tem um caso há mais de décadas, e agora?  Corra para assistir e se delicie com o inesperado.

Please Like Me


  A última e não mais importante série que está fazendo a minha cabeça, Please Lie Me. Tudo o que for falar dela será pequeno. É preciso assisti-la  através dos órgãos dos sentidos. Deixe-se levar pelos sentimentos que está trama irá lhe despertar. Se deixe apaixonar por Josh um menino descobrindo-se no mundo adulto, no amor, na vida.  Se deixe levar pela forma doce, tocante e profunda que está série aborda o amor, a doença mental, a depressão e a homossexualidade Com uma trilha sonora invejável, personagens fortes, mistura de comédia e drama não tem como não se apaixonar e se redescobrir ao  assistir cada episódio.  Temas atuais que são abordados sem esteriótipos, a vida cono ela é. A gente não escolhe quem ama. A gente não escolhe a forma como  o mundo irá nos atingir e como iremos atingir o mundo. Amar é também aceitação.  Uma história que nos mostra que amar é também aceitar o outro  com suas peculiaridades, suas doenças mentais, seus fantasmas, seus medos, seu passado e nem por isso deixamos de amar e de nos importar. A serie está disponível no Netflix e conta com 4 temporadas.