Felicidade



Felicidade parece uma utopia. Algo impossível de ser conquistado. Uma coisa complicada de ser almejada. Durante a vida inteira procuramos por ela do lado de fora.

Ficamos tanto tempo procurando a tal da felicidade nos bens materiais.Ou procuramos por ela nas relações pessoais. Acabamos por projetar a felicidade nos outros. Colocamos a responsabilidade de sermos felizes  para o que nos cerca e para quem nos cerca. Depositamos a responsabilidade de sermos felizes nos outros e nas coisas que estão ao redor. Perseguimos a tal da felicidade sem perceber que ela deveria brotar de outro lugar.

A felicidade deve vir no interior da gente. É do lado de dentro que a felicidade se encontra. Tudo começa com a relação que desenvolvemos com a gente mesmo. De que forma estamos nos percebendo. Passa pela autoestima, pelo autocuidado e pelo nosso autoconhecimento.

Para se chegar até essa tal de felicidade é preciso olhar para dentro para poder despertar. Só é possível estar feliz quem está em paz consigo mesmo. Desta forma só é possível fazer o outro feliz se conseguirmos encontrar a felicidade dentro da gente.

Não existe fórmula mágica. O processo de encontrar a felicidade em si mesmo pode levar uma existência inteira. Já que é preciso sempre estar atento ao que se passa dentro da gente e o quanto isso impacta do lado de fora. É possível encontrar felicidade nas coisas materiais assim como nas pessoas, mas sem esperar ou depender disso para ser feliz.

Legados


Acredito que toda pessoa deixa um legado. Cada um de nós deixa alguma coisa quando parte. Minha vó me deixou seu apartamento e uma mala abarrotada de memórias.

Vir morar no apartamento da minha vó me traz uma infinidade de lembranças. Os almoços de domingo. Bife com batata frita. O café sempre quentinho. A caixa de bombons sempre convidativa. As conversas sobre política. Cada detalhe lembra alguma coisa da minha vó.

Como se o apartamento pudesse falar e me lembrar dessa mulher incrível, guerreira e forte que foi a minha vó. Mulher a frente do seu tempo. Lutava pelos seus direitos. Tinha uma espiritualidade invejável carregada com a sua fé. Sabia falar sobre qualquer assunto. Tinha visão política. Tantas características que admiro e me espelho. Poder morar onde ela morou me coloca mais próximo dos seus legados.

Se cada um de nós deixa um legado, que a gente possa deixar coisas boas para quem virá depois. Com isso, não estou me referindo ao que está ligado ao material. Por mais que a minha avó tenha deixado seu apartamento, não é isso que importa. São as lembranças do seu jeito, sua personalidade e seus ensinamentos.

Que a gente possa deixar sabedoria, aprendizados e memórias.

Um pouco de empatia por favor



 Mudar velhos hábitos. Superar algumas partes complicadas. Elaborar algumas situações. Poder descortinar alguns medos. Tudo isso faz parte de algo chamado aprendizado que se constrói ao longo de toda vida.

  Tarefa complicada, entender que sempre estamos aprendendo algo. Ou seja, todos os dias é torna um convite para um novo recomeço. Para criar novas perspectivas. Tudo isso faz parte de estar sempre evoluindo. O que acontece muitas vezes é  que ficamos  engessados em nossas posicionamentos, nos tonarmos incapazes de aceitar o que nos é diferente e acabamos por não tolerar o que nos soa  divergente. Mas o que notamos nos tempos atuais é uma opressão das ideias contrárias carregadas por discursos de ódio e acusações. O que permeia nos relacionamentos é a ignorância seguida pela falta de empatia. A escassez de respeito, carecemos de humanidade e estamos longes do bom senso. Tudo isso, atrapalha o nosso aprendizado e cria mais barreiras para que se possa evoluir de fato. 

  Perdemos a noção de que o outro ao nosso lado pode ser de direita, de esquerda ou de lado nenhum, mas ele continua sendo um ser humano. As pessoas são muito mais do que os partidos que apoiam. Muitos mais do que as ideias de que simpatizam. O ser humano deveria vir em primeiro lugar, muito antes do que ele pensa ou faz. Sem querer falar apenas do período eleitoral do qual estamos passando, o que esta acontecendo é apenas um reflexo do  tipo de sociedade estamos formando.  Um universo povoado por ódio, noticias falsas e desumanidade. Talvez se cada um se lembrasse que por trás de cada pessoa que se manifesta há um ser humano Este pode ser completamente diferentes da gente, pode ser que ele pense da forma contrária da nossa e até mesmo ele pode ser desrespeitoso, mas ele é um ser humano. Mas, parece que esquecemos da nossa humanidade. Deixamos de lado a nossa empatia. Queremos apenas que o outro pense como gente. Somos intolerantes a qualquer opinião diferente da nossa. Com isso, descemos vários degraus na nossa escala evolutiva.

  Só vamos aprender de fato a criar novas perspectivas, Elaborar algumas situações. Descortinar medos.Se pararmos e refletirmos qual está sendo a nossa postura com a gente mesmo e com os outros que nos cercam. Exercitar o dialogo interior será fundamental para alcançarmos um nível elevado de autoconhecimento. Este nos dará o combustível necessário para o amadurecimento. Permita-se observar de que forma você está agindo e também de que forma o outro age. Que este exercício se estenda para muito além do período eleitoral, que ele se estenda durante toda a jornada. Estar munido de respeito, empatia, tolerância e respeito é fundamental.  Só iremos construir um aprendizado se soubermos olhar mais para gente mesmo a fim de que possamos despertar. Para poder tocar o mundo do outro com gentileza. O outro pode pensar diferente, agir e até mesmo tomar atitudes diferentes, mas se estivermos munidos por estes itens, a convivência se torna bem mais simples. Com isso, não quer dizer que seja fácil, mas é uma construção que pode levar uma vida inteira.

  O processo de aprendizado se dá durante toda a existência Fundamental treinar a empatia, o respeito, a gentileza e o bom senso. Pode se manifestar e até mesmo expor ideias, mas é preciso  deixar a violência de lado  e estar aberto as opiniões divergentes. Fácil? Nem um pouco, mas é um caminho necessário a ser seguido. Afinal como podemos querer que nos tratem de forma humana se somos desumanos?  Como queremos ser tratados com respeito se somos desrespeitosos? Como queremos ser tratados com gentileza se somos rudes? Tudo passa pela empatia e esta pode ser treinada todos os dias.