Crônica: Feriado é Bom Para Que?
Feriado prolongado para fazer uma sessão de cinema em estilo "Sessão da tarde", ver apenas filmes daqueles água açúcar, nas que não deixam de ganhar o nosso coração. Depois vou por aqui, minha lista preferida dos filmes tipo 'sessão da tarde", mas agora vamos ver o que já andei assistindo.
A Mentira:
Sinope: Olive (Emma Stone) era aquele tipo de estudante cuja presença não era notada por ninguém, além de sua melhor amiga Rhiannon (Alyson Michalka). Quando ela a convida para passar um fim de semana acampando, Olive dá como desculpa que irá se encontrar com alguém. Na segunda seguinte Rhiannon lhe pergunta como foi o encontro e, para manter a história, Olive diz que perdeu a virgindade com ele. A notícia é ouvida por Marianne (Amanda Bynes), a crente da escola, que logo a espalha para os demais alunos. A situação altera o modo como as pessoas olham para Olive, o que faz com que ela se sinta dividida: ao mesmo tempo em que se sente mal por olharem para ela graças a uma mentira, ela gosta de enfim receber a atenção das pessoas. A situação potencializa ainda mais quando ela aceita a proposta feita por Brandon (Dan Byrd), seu amigo gay, de que finjam ter relações sexuais durante uma festa onde todos da escola estejam presentes. Desta forma Brandon passa a ser visto como heterossexual, deixando de ser perseguido, e Olive assume de vez a figura de vadia da escola. Só que ela não podia imaginar até onde sua fama iria levá-la.
Minha Nota : 3,5 adoro a Emma Stone, acredito que ela tem um futuro brilhante, já que ela tem uma inteligência sagaz e consegue trazer o seu sendo de humor único a todos os personagens que faz.Apesar de ser um filme meio besteirol adolescente, meio comédia dramática, ele ganha uma narrativa espetacular conforme a personagem principal vai desenvolvendo a história e também pela forma de conseguir transmitir o que toda a adolescente que pouco se destaca durante o ensino médio, pode fazer para ter os seus cinco minutos de fama. Rende boas risadas e com certeza um filme leve com boas sacadas de bom humor.
Garota Mimada:
Sinope:
A patricinha Poppy (Emma Roberts) leva uma vida de princesa em Malibu, litoral da California. A menina se tornou uma adolescente bonita, rica e mimada. Para combater a rebeldia da filha, o pai de Poppy (Aidan Quinn) a manda para um colégio interno na Inglaterra. Enquanto tenta lidar com as novas colegas, que não toleram arrogância, a americana terá de enfrentar a mal humorada diretora Mrs. Kingsley (Natasha Richardson).
Minha Nota: 4,0: Adoro a Emma Roberts, comecei a gostar dela nas atuações durante as temporadas de American Horror Story, depois ela foi me surpreendendo nos filmes. Acredito que este seja um dos filmes que a fizeram estrela de vez no cinema, mostrando todo o seu talento e como ela pode atuar. Não deixa de ser um drama adolescente um pouco clichê como tantos outros que mostram o quanto garotas mimadas podem mudar ao serem levadas para um internato. Mas com boas atuações, cenas hilariantes e um bom elenco é um filme que vale a pena ser visto. Com atuações de Natasha Ricardson e Juno Temple ainda adolescente.
Escrito nas Estrelas
Sinopse : Num apressado dia de compras no inverno de 1990, Jonathan Trager (John Cusack) conhece Sara Thomas (Kate Beckinsale). Dois estranhos no meio da massa em NY, seus caminhos se cruzam em um feriado, sendo que logo sentem entre eles uma atração mútua. Apesar do fato de ambos estarem envolvidos em outras relações, Jonathan e Sara passam a noite andando por Manhattan. Quando a noite chega ao fim, os dois são forçados a determinar algo como seu próximo passo. Quando Jonathan sugere uma troca de telefones, Sara rejeita e propõe uma idéia que dará ao destino o controle de seu futuro. Se eles tiverem que ficar juntos, ela diz a ele, eles encontrarão o caminho de volta para a vida um do outro.
Minha Nota: 4,5 Sou fã de John Cusak desde que estrelou o clássico da "sessão da tarde" Conta Comigo e depois estrelou o meu livro favorito para o cinema Alta Fidelidade. Já neste filme, uma comédia romântica, açucarada e bem previsível, mas ganha o nosso coração. Por se tratar deste pequenos e grandes acasos que fazema gente tomar as melhores escolhas e melhores caminhos.
Crônica: Malévola
Estava assistindo novamente o filme Malévola, mas não tinha escrito sobre ele. Acredito que uma das mais belas formas de ensinar as crianças seja através das histórias que mostramos a elas. Sejam as que lemos para elas ao dormir, sejam os desenhos animados entre outros. Com isso a criança além de ir criando seus gostos próprios, vai também moldando a sua personalidade, o mais importante vamos ensinando valores.
Conseguir passar através de um desenho que todos nós temos um lado bom e um lado mal, nem por isso somos totalmente bons ou totalmente maus. Tudo depende de aceitarmos todos os nossos lados. O que geralmente costumamos fazer é apenas aceitar o nosso quinhão bom, tentar de toda forma esquecer as nossas imperfeições a fim de apenas mostrar o nosso lado saudável. Mas temos ciúmes, invejas, segredos e até mesmo coisas pelas quais nos arrependemos e nem por isso somos inteiramente maus. Na maioria das história infantis, a bruxa aparece apenas como a parte má da história, a que surge para atrapalhar o destino da princesa e colocar um pouco de aventura e emoção na história. Mas, parece que esquecemos de nos questionar os porquês detrás das maldades, o que a fez se tornar assim uma criatura tão assustadora e tão repleta de mágoas?
Malévola, era uma menina adorável vivendo em seu mundo encantando. Tudo ao seu redor era mágico, colorido e repleto de vida. Até que ela se apaixonou pelo príncipe do reino detrás da colina, o seu coração foi inundado do mais puro amor e diversos sentimentos bons começaram a brotar daquela relação. Até que um dia, o grande amor da sua vida, corta as suas asas, sua liberdade, deixando seu mundo colorido em tons de cinzas. Fora a liberdade tirada, seu coração se enche de maus sentimentos e o reino todo se transforma em um lugar cercado por uma fortaleza de espinhos. Ou seja, havia um motivo concreto para que ela colocasse o feitiço na princesa Autora, filha de seu antigo amor. Ela estava tomada por sentimentos ruins, não que isso justificasse os seus atos ruins. De certa forma, continuo a acreditar que sempre que agimos de forma inadequada, somos inundados por impulsos que nos levam a cometer atos injustos.Talvez seja presunção minha dizer que estamos "cegos" na hora que cometemos falhas que muitas vezes podem se tornar irreversíveis. Sei que pode ser interpretado como sendo boba a minha visão de ainda crer que cada um de nós tem um quinhão bom, mas prefiro acreditar que tos nós somos bons, mesmo que tenha gente que insista em acreditar que tenha pessoas que simplesmente nasçam más.Prefiro acreditar que assim como o filme nos mostra, para toda a maldade do mundo, há uma história por trás que sustenta todo o resto.
O que Malévola não esperava era que aquela princesa iria despertar todo o seu lado maternal e acionar novamente os seus bons sentimentos. O seu coração antes inundado por inveja, ressentimentos e mágoas, agora parece ter encontrado uma nova forma de enxergar o mundo ao seu redor. Autora acabou por achar que ela era sua fada madrinha, que a ajudaria e com certeza a salvaria de muitas coisas. Mas como todo conto de fadas, assim como na vida real. Uma hora ou outra, a gente acaba por conhecer a história das pessoas. Acabamos por descobrir o que está por trás dos atos de bondades, quais os segredos ocultos e o porquê de tanta bondade. Mas a resposta que muitos de nós não espera é o que o amor é resposta para a maioria de nosso conflitos. Não o amor romântico, como a maioria dos desenhos insistem em mostrar,mas que felizmente estão mudando de conceito ao longo dos novos curtas metragens. Neste longa, o amor da bruxa, o amor real e genuíno por Aurora ao longo de toda sua existência, pudesse lhe salvar do sono eterno. O beijo não é dado pelo príncipe e sim pela bruxa má. Assim, a gente enxerga o lado por de trás da história.
Uma forma delicado ao mesmo tempo real de mostrar as crianças que ser humano é ter os dois lados. Somos seres amorosos, compassivos e caridosos, dependendo das circunstâncias podemos ser levados à inveja, pensamentos maldosos e atitudes não muito virtuosas. Nem por isso somos inteiramente maus ou inteiramos bons, somos seres humanos, errar e nos inundarmos de imperfeições faz parte. Não devemos julgar as pessoas apenas pelos seus atos e nem pela sua casca, sim entender a sua história é fundamental. Por isso acredito que este é com certeza um dos melhores filmes infantis nos últimos tempos, por conseguir ilustrar a complexidade do emaranhado de sentimentos que somos e a forma como isso repercute em nosso caráter.
Crônica: Medida do Amor Talvez Seja a Turbulência
Ouvi dizer que toda a relação causa uma turbulência. Ouvi dizer também que toda relação é ambivalente. Ou seja, o encontro com o outro, sempre nos deixará marcas, nos roubará algumas sanidades e talvez nos deixe um pouco mais insanos. Engraçado pensar que certas pessoas podem não estar mais, mas continuar habitar dentro da gente.
O motivo da partida pouco importa, se de fato eles foram embora por um tempo ou de forma definitiva. O que resta destas chegadas e partidas, onde vida da gente parece ser um eterno aeroporto com escalas, turbulências, mudanças de trajetos e com certeza muitas surpresas. Afinal o outro que está na nossa frente chega para nós como um quadro em branco, mas ele já traz una bagagem. Ele vem com suas histórias, suas conquistas, seus medos, seus desejos, sonhos e desejos. O outro já é um inteiro completo, ele por si só já tem a capacidade de transbordar em si mesmo. A gente que fica com essa mania quase boba de achar que somos metades de laranja, precisamos do outro para nos completar como se não soubéssemos que já somos inteiros por mais imperfeitos que possamos ser.
Sempre fui completa, diria até mesmo complexa demais. Vivia transbordando em mim mesma, trombando nos mesmos erros e culpando os outros pelas minhas besteiras. Afinal demorei um tempo a perceber que as escolhas erradas que fazia, nada tinham haver apenas com o encontro com o outro e para com o outro. A gente tem essa mania de achar que relacionamentos ruins ou repetição de pessoas "erradas", são culpa dos outros ou do acaso. Mas nós que por alguma razão acabamos por escolher de novo cometer os mesmos erros, temos que começar a levar as nossas culpas com mais seriedade a fim de provocarmos em nós uma maturidade. Antes da turbulência de lhe encontrar novamente na minha pista de voo, estava aqui transbordando em minhas mentiras inventadas e com certeza estava bem atrapalhada.
Achei que projetando nos outros, o que tinham feito comigo era uma maneira saudável de esquecer. Estava complicado de sublimar algumas ou todas as partes da história como se me destruindo em cada trombada, pudesse concertar. Mas aí veio você com a sua serenidade que gerou um choque com uma inquietude, desta mistura nasceu um novo sentimento. De alguma forma compreendi que o seu encontro, iria me fazer compreender que há algo em todo encontro que permanecerá. Somos feitos de lembranças, nostalgias e história, mas a forma pela qual iremos decidir contá-las ou recriá-las dependerá muito mais da gente do que propriamente dos outros. A forma como iremos guardar nossas memórias e sentimentos é o que realmente importa, o que o outro lembrará ou fará das memórias da gente, cabe somente a ele. Por muito tempo queria saber como os outros dos quais já me encontrei ao long da minha jornada iriam se lembrar, mas você me ensinou que isso pouco importa.
O bacana da vida é isso são os encontros e desencontros. O se deixa transbordar ou não a medida que vamos nos entregando, mas tendo o cuidado de ser coerente quanto aos nossos sentimentos e ações. Afinal todos nós já tivemos amores ao vento, onde amamos sem sermos amados na mesma medida. Isso você também me ensinou cada um tem uma forma de amar e uma medida, talvez o que dê errado nos relacionamentos são as expectativas que nós mesmos criamos no outro e não como de fato ele se apresenta.
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